O dia que a reitoria da UFES amanheceu com muita caveira, cachimbo e cachaça

12063406_10200882008168048_6076949809351791922_npor Lucas Rezende

A porta da reitoria da Universidade Federal amanheceu na última terça-feira com muita vela vermelha, cachaça, caveiras, cachimbos, e animais de brinquedo. Quem chegou rezou no mínimo três Pai-nosso com medo do que ali se deparava. Era algo que aludia a algum ato de culto sincrético, mas, se na realidade, se tratava de um “despacho” – modo preconceituoso de denominação -, como muitos ali perto se referiam, ou não, ninguém sabe. Verdadeiro ou armado, aquela ornamentação toda, e que você aqui confere ao lado, revoltou professores e pesquisadores sobre religiões afro-brasileiras da Universidade Federal do Espírito Santo. Vinculados ao Núcleo de Estudos Afro Brasileiros, eles acham que “a apresentação destes objetos, histórica e socialmente vinculados às religiões de matriz africana para demonizá-las só reforça o racismo, o preconceito e o desrespeito”. A coluna, que tem o santo forte – já que sobrevive intacta há dois anos mesmo falando o que deve e o que não -, assina embaixo e garante: tudo ali era muito estereotipado…

Tamborim na micareta
Para encher os cofres, já que o Carnaval é amanhã, a Novo Império vai se apresentar no Espírito Elétrico, no Sambão do Povo, corredor em que é habitué. A Orquestra Capixaba de Percussão será a responsável por abrir o line up do dia 17, o segundo de festa. Na sequência, se apresentarão É o Tchan, Saulo, Banda Eva e Durval Léllys.

Pagou, sambou
Cartola e Monarca, se vivos estivessem, concordariam comigo: dinheiro pode até comprar faisão, mas não compra amor pelo carnaval, muito menos samba no pé. Mas tem agremiação capixaba que insiste em discordar e achar que está fazendo bonito.

Nudes
Quando a coluna achava que já tinha visto de tudo, chega o e-mail tenebroso do dia: várias fotos de Stenio Garcia, do alto de seus 83 anos, nuzinho como veio ao mundo ao lado de sua mulher. E ele faz pose e tudo. Frontal e lateral. Esse espaço, que é de família e do bem, não vai divulgar as imagens.

Perguntar não ofende
Dia desses na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB) fez alguns questionamentos para Ana Paula Vescovi, secretaria da fazenda de Paulo Hartung (PMDB). O parlamentar tucano quis saber do fechamento de turmas nos colégios estaduais, do excesso de secretarias e sobre novos gastos com publicidade.

Mas responder…
Eis que Ana me sai com essas: disse que o governo não fecha escolas, e sim agrega. Explicou? Uma mariola para quem disse não. Depois, disse que “a marca de Hartung é o zelo com o dinheiro público e a diversidade”. O que justifica o excesso? Também não disse. Outra mariola. E, por fim, contou que sua emprega doméstica lembrou de se inscrever no programa Escola Viva só porque ouviu o anúncio na rádio. Anúncio esse, pago pelo governo.

Moral da história
Mais perdida que mineiro no verão de Guarapari. E tem gente que precisa parar de ouvir Chacrinha com aquela história do “eu não vim pra esclarecer, eu vim pra confundir”.

Ana Carolina e Patrick Ribeiro: em noite de show da turnê "Sucessos" em Vila Velha (Foto: Camilla Baptistin)
Ana Carolina e Patrick Ribeiro: em noite de show da turnê “Sucessos” em Vila Velha (Foto: Camilla Baptistin)

Falta de relógio e vergonha na cara

A gente prefere acreditar que o relógio da Petrobras está um pouco adiantado. Eles anunciaram um reajuste de 6% no preço de venda da gasolina e 4% do diesel nas refinarias faltando minutos para a meia-noite. Até aí nenhuma problema salvo o fato da alteração começar a valer…no dia seguinte. Parece palhaçada. E é.