Itapemirim recua e Jucutuquara fica sem R$ 350 mil

A homenagem que a Unidos de Jucutuquara fará o município de Itapemirim sairá de graça. A prefeitura recuou em cima da hora e não  depositará mais o valor de R$ 350 mil para a Coruja finalizar seus trabalhos. Como esta coluna noticiou em sua versão impressa, a falta dessa verba já resultou no abandono de uma alegoria.

O prefeito de Itapemirim, Luciano Paiva, viria para o desfile, mas, depois do climão, nem deve dar as caras no Sambão do Povo. É bom lembrar que a Jucutuquara apostava neste enredo patrocinado para se reerguer. Assim fizeram quando cantaram o Marlin Azul e o Caparaó.

A reclamação em torno dos problemas financeiras é geral entre as diretorias carnavalescas. O diretor de bateria da Jucutuquara, Humberto Girão, disse que aos 45 minutos do final do tempo a prefeitura de Itapemirim não cumpriu com o apoio financeiro acordado. “Nosso mestre nunca desistiu, mesmo com essa situação, que perdurou”.

Já Márcio Roberto, da Andaraí, disse que esse stress é sofrido por todos. “Nosso amigo morreu por isso”.

Hi tech (na hora errada)
No desfile da Chega Mais não tinha pau de selfie, mas havia destaque que insistia em usar telefone celular. A harmonia caiu matando. E com razão.

Pé no chão
No último carro da escola não haviam sapatos para todas as composições. Resultado: todo mundo descalço.

Cresceu
A Chega Mais apresentou um desfile pomposo e satisfatório, bem diferente dos últimos anos. O comentário no Sambão era como a agremiação do Morro do Quadro conseguiu esse boom todo.

Santo Gilson Daniel
Mas a coluna explica: a prefeitura de Viana – município homenageado – não injetou dinheiro, mas em contrapartida pediu aos empresários do município que ajudassem. Deu certo.

XXXXX e Ferreira Neto no último carro da Chegou o Que Faltava. O jornalista foi homenageado e falou com a coluna antes de entrar na avenida: "estou com medo de infartar", brincou. (Crédito: Dayana Souza)
Ferreira Neto e sua esposa no último carro da Chegou o Que Faltava. O jornalista foi homenageado e falou com a coluna antes de entrar na avenida: “estou com medo de infartar”, brincou. (Crédito: Dayana Souza)

Relógio
A Andaraí só terminou de fazer seus carros às 21h, quando a primeira escola já se organização na concentração.

Cotação
Mesmo com o segundo carro quebrado, a Chega Mais é a grande favorita para subir ao grupo B.

Toda a beleza de Patrícia Telles, rainha de bateria do Andaraí, que, ao contrário de muitas, tem o essencial para o posto: samba no pé. (Crédito: Dayana Souza).
Toda a beleza de Patrícia Telles, rainha de bateria do Andaraí, que, ao contrário de muitas, tem o essencial para o posto: samba no pé. (Crédito: Dayana Souza)

Tristeza
Todas as escolas do grupo de acesso pediram um minuto de silêncio em homenagem ao falecimento de Mestre Ditão, presidente da Unidos de Jucutuquara.

Bola dentro
A Chega Mais chamou atenção por uma harmonia afinada. O resultado foi a contratação de Elton Braz como diretor.

Mão amiga
O segundo carro da Chega quebrou ainda na concentração. O desespero era tão grande que até fiscal da Lieses ajudou a empurrar.

Do samba
Havia um homem empolgado na concentração da azul e branco, gritando, chamando os componentes, ajudando a colocar a escola na avenida. Tratava-se do deputado estadual Sandro Locutor.

Olhos marejados (1). Boa parte da arquibancada se emocionou quando a Andaraí cantou o samba “Ó Bahia, Ó”, que homenageava Dona Maria Coroa, no refrão.

Olhos marejados (2). Dona Maria é mãe  de Mestre Ditão, falecido de infarto fulminante.

Luto. Toda a diretoria da Andaraí desfilou com uma faixa preta no braço.

Atraso. Com alas da verde e rosa já na avenida, tinha integrante chegando correndo na concentração.

Reverência. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola de Santa Martha parou seu bailado só para oferecer o pavilhão para o prefeito Luciano Rezende e sua bela Marina.

Falando nisso… o prefeito e sua comitiva não prestigiaram a última escola, que homenageou Ferreira Neto no samba enredo.